LUÍS ANTERO FIELD RECORDINGS

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# 109 | XX Jornadas Ambientais em Leiria

uma oficina de gravações sonoras de campo no Moinho do Papel - Sons da Água - e o Concerto Para Olhos Vendados na Igreja do Convento da Portela, marcam a minha presença nas Jornadas Ambientais em Leiria

Raul Castro, Presidente da Câmara Municipal de Leiria, estará presente na sessão de abertura das XX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental, que se realizará no Teatro Miguel Franco, em Leiria, no dia 18 de janeiro, às 9h30. Numa organização conjunta da Associação Portuguesa de Educação Ambiental e da Autarquia, estas jornadas, que se desenrolam de 17 a 19 de janeiro, têm como objetivos principais a divulgação de estudos e investigações nos domínios da educação ambiental e sustentabilidade, promovendo a troca de experiências. Pretende-se ainda dar a conhecer as implicações das alterações climáticas na sustentabilidade local e global, além de promover parcerias de desenvolvimento local.
Paralelamente às conferências e grupos de trabalho, cuja participação envolve a inscrição nas jornadas, existe um conjunto de atividades abertas ao público em geral. No primeiro dia (17), no átrio do Mercado Sant`Ana, entre as 16 e as 20h30, está previsto um conjunto de atividades, com destaque para as oficinas: “Gastronomia ecológica”, pela Escola Profissional de Leiria; “Cuidados básicos de saúde, através das plantas”, por Fernanda Botelho; “Sombras”, por Fernanda Dias; “Do almofariz à tela”, por Telma Fontes e Vânia Carvalho; e “Modelação de plástico”, por Susana Ventura. Nesse dia, decorrerão ainda mais duas oficinas: “Energias renováveis”, a cargo da Enerdura, e “Reutilização de materiais”, pela Valorlis.
Ao mesmo tempo, neste espaço, ocorrerá a feira de trocas, com o projeto “Leve um livro, deixe um livro”, bem como a demonstração e venda de artesanato, livros e produtos biológicos, entre as 16 e as 20 horas.
No auditório do Espaço + Jovem (Mercado Sant`Ana), entre as 16 e as 17h30, passam os filmes “Quem se importa” e “A raiva dos bosques”, realizados respetivamente por Mara Mourão e David Bernier. A partir das 18h30, no Teatro Miguel Franco, vai ser apresentado o filme vencedor do Grande Prémio de Ambiente do Cine `Eco 2012 “Neve em silêncio - A intoxicação invisível do Ártico”, comentado por Mário Branquinho, e cedido pelo Município de Seia. A entrada é gratuita.
No dia 18 de janeiro, no Teatro Miguel Franco, após a sessão de abertura, tem lugar a conferência inaugural, subordinada ao tema “Cooperação pela água-perspetivas para o futuro”, que tem como oradores Manuel Lacerda, Vice-Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, e Filipa Alves, da Simlis, estando a moderação a cargo de Margarida Morais, Chefe de Divisão do Ambiente da Câmara Municipal de Leiria.
Às 11h45, tem início a mesa redonda “A cooperação e o empreendedorismo socioambiental na construção de sociedades sustentáveis” e, a partir das 15 horas, têm lugar diversas oficinas, no Moinho do Papel, Centro de Interpretação Ambiental, Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, Teatro Miguel Franco e Auditório do Espaço+ Jovem, no Mercado Sant`Ana. Neste dia, as mostras ambientais e a demonstração e venda de artesanato, livros e produtos ambientais, no átrio do Mercado Sant`Ana, decorrem das 11 às 20h30.Ainda no dia 18, pelas 22h30, na Igreja do Convento da Portela, realiza-se o “Concerto para olhos vendados”, com Luís Antero, onde o público tem de estar de olhos vendados, somente com o canal auditivo desperto, apelando assim à consciência sonora de cada um. Os ouvintes são convidados a “viajarem” pela paisagem sonora que é criada ao vivo e em tempo real, com apelo aos sentidos e à memória individual e coletiva.
No último dia (19), os participantes serão distribuídos por seis grupos de trabalho, com destaque para o grupo de trabalho número três “Empreendedorismo socioambiental”, onde será abordado o projeto Rios, a Pista de pesca de Monte Real, o projeto My little garden e o projeto Speak, estes três últimos do Concelho de Leiria. No grupo de trabalho número quatro, será apresentado o trabalho da Oikos, em Leiria, o Rio Lis e a educação ambiental, entre outros. Por último, no grupo de trabalho número seis será apresentada a atividade do Centro de Interpretação Ambiental de Leiria, entre outros. Neste dia, as mostras ambientais e a demonstração e venda de artesanato, livros e produtos ambientais, no átrio do Mercado Sant`Ana, decorrem das 9 às 21 horas.
Isabel Gonçalves, Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Leiria, participará na sessão de encerramento, a partir das 19 horas. Meia hora mais tarde, tem lugar a festa de despedida, com danças europeias, em colaboração com o Grupo Paço da Rainha de Leiria.
Para mais informações os interessados poderão contactar o Centro de Interpretação Ambiental de Leiria, pelo telefone 244 845 651 ou pelo email cia@cm-leiria.pt.

# 108 | CPOV na BAIXA-CHIADO PT BLUESTATION | as fotos

aqui se apresentam algumas fotos do Concerto Para Olhos Vendados que apresentei em Lisboa, no âmbito da BAIXA-CHIADO PT BLUESTATION e a convite d’A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. obrigado a todos!

# 107 | os melhores de 2012 para a The Field Reporter

# 106 | 4 Aldeias, Vol. 3 no Santos da Casa

# 105 | edição de 4 Aldeias, Vol. 3 na Mimi Records

http://www.clubotaku.org/mimi/pt/album205.php

Em Junho de 2011 empreendi a tarefa de editar um trabalho sonoro mensal que espelhasse algumas das identidades sonoras de várias aldeias das regiões da Beira Serra e Serra da Estrela. Mensalmente, em http://luisantero.bandcamp.com/, era editado um trabalho que reflectia a paisagem sonora de uma determinada aldeia na sua relação espaço-tempo.
Uma compilação destas trabalhos sonoros seriam editados de 4 em 4 meses na netlabel MiMi Records, que desde a primeira hora abraçou este projecto.
Passado mais de um ano e 12 trabalhos sonoros editados, eis-nos chegados ao 3º volume destas 4 Aldeias. Mais uma vez, as paisagens sonoras aqui expostas retratam algumas identidades sonoras das aldeias de Vide (Seia), Benfeita (Arganil), Barriosa (Seia) e Folgosa da Madalena (Seia).
A água, esse elemento nobre e denominador destas regiões, parece ser, quase inadvertidamente, o ponto de partida para as recolhas efectuadas. Na aldeia serrana de Vide, por exemplo, existe uma ponte de xisto medieval escondida por baixo da Estrada Nacional 230. É aí que tudo começa e percebemos que ao redor existem ainda os vestígios de um antigo moinho ou que por baixo da antiga ponte se chegava à Ribeira de Alvoco (como ali é chamada) para a pesca da enguia, carregando esta peça sonora ecos de um passado distante; já na Benfeita, não será possível ficar indiferente ao som da água cristalina que atravessa a aldeia, vindo da Mata da Margaraça, em pleno coração da Área Protegida da Serra do Açor, onde podemos encontrar também a imponente Fraga da Pena; e o que dizer da aldeia serrana da Barriosa, com o seu Poço da Broca e a monumental cascata de água, servindo de alimento aos habitantes locais e aos muitos veraneantes que por ali passam? É também a partir dele que se entende o modo de vida desta gente serrana; Folgosa da Madalena constitui, neste volume, um caso à parte, retratando a edição de 2012 do São João das Ovelhas, uma festa de “pastores para pastores”, onde o gado (ovelhas e cabras) desce da serra para ser “abençoado”, dando 3 voltas à capela, primeiro num sentido, depois noutro, de modo a não ficar tonto.
Toda a informação adicional (textos, fotos, etc.) acerca destas peças sonoras, assim como de todas as outras já compiladas, encontra-se disponível no site da MiMi Records (http://www.clubotaku.org/mimi/uk/album178.php e http://www.clubotaku.org/mimi/pt/album190.php) e em http://luisantero.bandcamp.com/
Um obrigado muito especial ao Fernando “Ogata Tetsuo” Ferreira pela dedicação e interesse demonstrados para com este projecto. A viagem sonora continuará.

Luís Antero

# 104 | Sounds Of Europe | o post da Raquel Castro

o mês de novembro na plataforma Sounds Of Europe é dedicado a Portugal e a alguns artitas sonoros e organizações nacionais, um trabalho curado pela realizadora e investigadora Raquel Castro. esta semana, o post é dedicado ao meu trabalho de gravações sonoras de campo na Beira Serra. em baixo podem ler o texto, que no blog do Sounds Of Europe é contextualizado com algumas recolhas pertencentes ao site Sons de Alvoco (www.sonsdealvoco.yolasite.com). muito obrigado, Raquel!

http://www.soundsofeurope.eu/

Luís Antero and the sonic identity of Beira Serra

by Raquel Castro

Luís Antero is a field recordist based on the central region of Portugal, a rural area marked by a unique cultural, natural and ethnographical environment. Luís lives in a deep connection to his surroundings. His respect for nature and the sonic heritage moves him to keep recording and recording the enormous acoustic potential of this beautiful part of the country.
Luís is moved by the goal of collecting the immaterial patrimony, an idea that grew up on him after becoming a father. It was the sense of identity and belonging and probably the idea of roots that he was then starting to create around him, that made him trace the goal to document the land, the mountains and the people he already knew so well.

Luís gets inspiration in every object and situation. His territory is his source. He’s always collecting his own sonic memories so to keep them alive and feed the next generations with the richness of oral tradition and the natural environment. He started his sonic collection in the Fall of 2008 and since then, he has released twenty-one field recording albums on labels from China to Ireland.

Luís makes no manipulation or treatment to the sound track he records. He states that it’s his own sensibility and belonging to the place he documents, rather than his technical skills, that helps him capture the soul of the region.

Luís keeps his recordings available on the web as a means to share his sonic memories. He also develops a podcast which he feeds with portuguese and worldwide soundscapes, from his own recordings or other artist’s.

He is also responsible for field recordings to the project Sons do Arco Ribeirinho Sul, based at OUT.FEST, the Exploratory Music Festival of Barreiro, integrating oral patrimony with experimental music.

Field recordings in the work of Luís Antero is more than an artistic inspiration or material. It’s also an ecological demand, a documentary urge and a kind of public service. It’s all about keeping alive the collective memory and Luís is a master on what he gives of himself to this work.

# 103 | CPOV em Guimarães (Galeria Gomes Alves)

Inserido na programação da Capital Europeia da Cultura, com curadoria do Teleférico Dinâmico, o Concerto Para Olhos Vendados teve lugar na Galeria Gomes Alves. Deixo aqui algumas fotos representativas e um agradecimento público ao amigo Rui Almeida, à Galeria Gomes Alves e à Turipenha. Muito obrigado!

# 102 | CPOV Bons Sons na MPAGDP

Concerto Para Olhos Vendados no Festival Bons Sons, em Cem Soldos, no Palco da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria.

# 101 | Xisto Sonoro - Casal S. Simão + Ferraria S. João

+ 1 conjunto de fotos tiradas durante a recolha sonora para o projecto Xisto Sonoro - Paisagens Sonoras da Rede das Aldeias do Xisto, desta feita nas aldeias de Casal de S. Simão e Ferraria de S. João.

+ info sobre estas aldeias em http://www.aldeiasdoxisto.pt

Ferraria de S. João (Penela)

o Sr. Manuel a tocar o ancestral búzio, outrora utilizado para chamar o gado pela manhã

com a esposa, aqui com chocalhos e campainhas na mão, simbolizando o próprio gado

D. Isilda Mendes a ouvir o som do mamar do cabrito que minutos antes tinha estado debaixo das tetas da sua mãe cabra

os antigos currais, onde antes se guardava o gado

gente simpática e importante que me ajudou nas recolhas. obrigado!

Casal de S. Simão (Figueiró dos Vinhos)

gravação num riacho de água

caminho do xisto

pinhas de outubro

madeira/renda/pedra

por onde toda a gente passa

(10.2012)

# 100 | CPOV - Guimarães - Galeria Gomes Alves

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